Santa Catarina confirmou dois novos casos de mpox, também conhecida como “varíola dos macacos”. As ocorrências, registradas em Florianópolis e Joinville na última semana, representam os primeiros casos desde maio deste ano. Paralelamente, o estado enfrenta um baixo índice de vacinação, com apenas 34% das doses recebidas até agora aplicadas.
O estado contabilizou sua única morte pela doença em novembro de 2022, de uma residente de Florianópolis. Os sintomas da mpox incluem febre, dores musculares, calafrios, cansaço e lesões na pele. Embora o Brasil seja atualmente considerado um país de risco baixo para o surto, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) alerta para a baixa cobertura vacinal.
Desde março de 2023, Santa Catarina recebeu 3.308 doses da vacina contra mpox, das quais apenas 1.120 foram aplicadas. De acordo com a diretora da Dive-SC, Regina Valim, o público-alvo da vacinação é restrito a grupos específicos, como pessoas imunossuprimidas, especialmente pacientes com Aids. Ela explica que as doses em estoque permanecem válidas e estão disponíveis para possíveis novos casos.
A Dive-SC aguarda orientação do Ministério da Saúde sobre a ampliação do público-alvo para aumentar a cobertura vacinal. “Dependendo da quantidade de vacinas adquiridas, será estipulado um perfil populacional para receber o imunizante”, afirma Regina.
Desde 2022, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) monitora os casos de mpox em Santa Catarina. Em 2024, foram confirmados 12 casos em três municípios, enquanto em 2023, foram 50 casos em 18 cidades. Apesar da baixa incidência recente, a Dive-SC reforça a importância da vigilância e da vacinação para conter possíveis novos surtos da doença.
A mpox é endêmica em países da África Central e Ocidental e pode ser transmitida por contato próximo com lesões infecciosas ou materiais contaminados. Os sintomas variam de febre a erupções cutâneas, e a recomendação é procurar atendimento médico ao primeiro sinal da doença.