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Publicado há 18:01 | Atualizado em 10/04/18 às 01:04

Morador do Alto Vale provoca militantes que apoiam Lula em Curitiba

O caminhoneiro Valdemar Ignaczuk, conhecido como Rabugento, que reside na cidade de Lontras, em Santa Catarina, deixou  irritada a pré-candidata presidencial do PCdoB, Manuela D’Ávila. Ele se aproximou dela com a intenção de tirar uma fotografia, mas na hora do clique, ele declarou apoio ao deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O ato, causou uma confusão na manhã desta segunda-feira (09/04) em Curitiba, onde militantes de esquerda estão reunidos para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O catarinense ultrapassou uma fileira de policiais que fazia o isolamento do acesso ao prédio da Polícia Federal e o grupo de militantes. Quando chegou perto, pediu a Manuela para tirar uma foto mas filmou a cena. Ao lado da comunista, gritou: “Aqui é Bolsonaro, porra!” e saiu rápido. A provocação irritou militantes que tentaram seguir Ignaczuk, que foi para o outro lado da barreira policial, onde deixou o local escoltado por dois policiais.

Em seguida, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e a própria Manuela, publicaram em seus perfis nas redes sociais, fotos do provocador, pedindo para que a #equipe e seguidores ajudassem a identificar o autor. Manu também gravou um áudio onde demostrou preocupação com a integridade do ex-presidente Lula, afirmando que o homem, entrou no edifício da PF e poderia ameaçar o líder petista. .

A deputada foi além, disse para jornalistas  que “nenhum homem tem direito de tocar no meu corpo”. Na hora da foto, o autor da provocação teria abraçado ela. Os militantes reclamaram da proteção dada pela PM, ao invasor, que segundo a presidenciável tinha livre acesso ao prédio da PF.

O porta-voz da Polícia Militar, tenente Rafael Bittencourt confirmou ao Jornal Gazeta do Povo, que a PM retirou o rapaz com escolta de perto dos parlamentares e dos manifestantes. Segundo ele, no entanto, o homem não foi levado para dentro do prédio da PF, e sim para o outro lado do bloqueio.

A corporação afirmou ainda que não constatou crime e, por isso, o rapaz não foi identificado.

“Ele não foi identificado porque a PM não observou, naquele momento, nenhum indício de crime”, afirmou o tenente. A PM confirmou que, antes de agredir verbalmente a pré-candidata, o homem pediu para tirar uma foto com os policiais para “registrar aquele momento histórico”. Depois, pediu para sair do bloqueio e tirar uma foto com a deputada.

Ainda conforme a PM, a escolta foi feita para que ninguém ficasse ferido. “O que a Polícia Militar fez foi agir com isonomia, sem privilegiar nenhum dos lados. Mas como era uma pessoa apenas de uma lado ideológico e toda uma multidão do outro, a equipe pinçou esse rapaz para garantir que ele não fosse machucado”.

Caminhoneiro disse que Manuela mandou ele fazer sexo

Valdemar Ignaczuk relatou a nossa reportagem que a intenção inicial era só fazer uma selfie na frende da Sede da Polícia Federal em Curitiba, e que nem sabia que a deputada comunista estava lá. Mas quando percebeu que podia fazer a brincadeira, não perdeu tempo. “Ela ficou irada, e quando saí ela me mandou fazer sexo”, disse.

Assista o vídeo: