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Publicado há 09:06 | Atualizado em 12/03/18 às 11:03

Bauer diz que LHS tinha amizade com doadores da sua campanha

O senador Paulo Bauer (PSDB), confirmou na reunião da executiva estadual do PSDB na sexta-feira (09) em Florianópolis, que se encontrou com representante da empresa Hypermarcas. A delação de um ex-executivo dessa empresas, motivou a investigação contra o tucano por uso de caixa 2, na campanha de 2014 ao Governo do Estado.

Bauer estava prestes a se lançar oficialmente pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado, mas o partido achou melhor adiar a decisão. Melhor para o presidenta Marcos  Vieira que sonha em ser vice de Pinho Moreira, ou outro nome do PMDB.

O PSDB catarinense se preparava para anunciar no nome de Bauer, mas  a pedido do próprio senador que está abalado com a situação, o adiamento também foi consenso entre lideranças do tucanato de SC.

Segundo revelou uma fonte ao jornalista Marcelo Lula, o partido ainda teme que venha algo mais em relação a investigação nas próximas semanas e, por precaução, os líderes concordaram em segurar o lançamento. Mas essa não é a única mudança, a situação também obrigou os tucanos a buscarem um plano B, caso Bauer não consiga viabilizar uma candidatura. De olho em todo o desgaste, o senador fez para a executiva tucana, com exceção do prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes, um relato por inteiro da situação envolvendo a prestação de contas de sua última campanha.

Reconheceu que encontrou pessoalmente algumas pessoas da Hypermarcas, ainda na época do falecido senador Luiz Henrique da Silveira (MDB), a quem ele revelou que tinha uma aproximação maior com a empresa.

LHS e Bauer fizeram dobradinha ao Senado

Porém, Bauer explicou que no encontro com os empresários, somente foi discutida a PEC de sua autoria, que estabelecia a isenção de impostos para os medicamentos, situação que era de interesse da Hypermarcas e demais empresas do setor. Quanto aos R$ 11,5 milhões, Paulo Bauer afirmou que se tivesse esse dinheiro na sua conta, que teria ganho a eleição, porém, o questionamento entre o tucanato é de que se for sustentada pelo delator a informação de que foi repassado o valor, a investigação poderá mudar o foco, para saber em qual ou quais contas esse suposto dinheiro entrou. “Mesmo assim, o Bauer se mostrou totalmente tranquilo, dando 100% de garantia de que não pegou o dinheiro”, afirmou a fonte.

Antes do fim da reunião, os participantes também se mostraram temerosos com rumores de uma nova bomba que poderia cair em cheio no ninho tucano, mas, ninguém se atreverá a falar em público a respeito disso.

Ainda na sexta-feira (09), o senador Paulo Bauer (PSDB) teve acesso a delação de Nelson Mello, ex-diretor da Hypermarcas. Ele ficou em seu apartamento lendo todo o conteúdo do que disse o delator. Além disso, Bauer ligou para o presidente do Senado Eunício de Oliveira (MDB), que é o alvo do início das investigações no âmbito da Lava Jato que levaram até o suposto caixa 2 de Bauer.

Enquanto isso, os tucanos no estado já começam a avaliar as possibilidades, tendo Marcos Vieira e Napoleão Bernardes como as suas principais opções ao Governo do Estado. Mesmo assim, a pré-candidatura de Paulo Bauer será lançada nas próximas semanas, mas, de olho no que acontecerá no âmbito da justiça.

 

Na prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral referente a eleição de 2014, aparece a Hypermarcas como doadora para o PSDB nacional, porém, como a página das prestações de contas no site do TSE estava indisponível ontem, não foi possível levantar o valor. Contudo, não há nenhum comprovante de repasse para a executiva do partido em Santa Catarina, apenas de uma doação direta da empresa à campanha de Paulo Bauer a governador, na ordem de R$ 929, 560.75.