Anuncie aqui!
Publicado há 17:26 | Atualizado em 22/02/18 às 05:02

Corte das ADRs: Comissionados foram pegos de surpresa

Os servidores comissionados das três Regionais do Alto Vale, Ibirama, Taió e Ituporanga, que serão desativadas, não sabiam dos cortes. Segundo apurou a reportagem do OBV, nem os secretários foram avisados antecipadamente dessa atitude do governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira.  Nos três município, os cortes de cargos não devem ser maior do que 30.  Na ADR de Taió são nove cargos suspensos, confira a lista com o partido que os indicou.  

Do Secretário Executivo de Desenvolvimento Regional – Jardel Fronza do PSD
Consultor Jurídico – Lucemar Urbanek (PSD)
Assessora de Comunicação – Estela Stange Purnhagen – PMDB
Gerente de Administração, Finanças e Contabilidade – Moacir Oenning – PSD
Gerente de Infraestrutura- Cleumar Zanella – PMDB
Gerente de Saúde – Gionei de Souza – PMDB
Gerente de Educação – Moacir de Melo -PSD
Gerente de Planejamento Regional e Apoio a Políticas Públicas – Osvaldo Fernandes Jr. -PMDB
Gerente de Políticas Socioeconômicas Rurais e Urbanas – Alcides Francisco Pivatto – PMDB

O Secretário Jardel Fronza da ADR de Taió, disse que foi pego de surpresa, mas que respeita a decisão do Governo. Ele acredita que parte da estrutura física, com servidores efetivos devem permanecer, já que serão mantidas as estruturas regionais da GERSA (Gerência de saúde) e GERED (Gerência de educação). Em Ituporanga e Ibirama, o procedimento deverá ser o mesmo, mantendo as Gerências  e os cargos efetivos. São nove cargos comissionados em cada uma das Adrs.

Historicamente, o PMDB sempre foi um defensor das ADRs. Já na coletiva com a imprensa, na quarta-feira, 21/02, ao falar sobre a decisão de desativar as estruturas de governo e uma possível pressão política em torno do tema. Pinho Moreira destacou que se trata de uma manifestação política de que haverá o enfrentamento a realidade atual, “que exige contenção de despesas e controle absoluto dos gastos públicos”. Como exemplo, ele citou a folha de pagamento, que para 2018 registra uma previsão de aumento na ordem de R$ 650 milhões, considerando apenas reajustes e alterações já aprovadas e que entrarão em vigência neste ano.

Sobre uma possível crise no PMDB, por conta da desativação das ADRs, e a consequente exoneração de cargos comissionados, Pinho enfatizou que tem legitimidade política para tal ação, considerando que foi um dos principais articuladores da implantação do modelo de gestão, em 2003, juntamente com o falecido governador Luiz Henrique da Silveira. À época, Pinho Moreira atuou principalmente na coordenação das nomeações para as Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDR). “Não tem mais volta, é uma decisão tomada e anunciada. É um processo irreversível e necessário para Santa Catarina” disse ele.