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Publicado há 07:55 | Atualizado em 12/02/18 às 08:02

Polícia cumpremandado de busca e apreensão na Câmara Municipal

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú (DIC/BC), na tarde desta quarta-feira, 7, ao cumprir mandado de busca e apreensão na Câmara Municipal de Camboriú, deflagrou operação que visa apurar o pagamento em legislaturas passadas de diárias para alguns servidores e vereadores daquela casa legislativa em razão da realização de cursos nas cidades de Curitiba, Brasília e Florianópolis que na realidade não eram ministrados.

A Operação Viagem Paga é um desdobramento da Operação Iceberg, feita em 2015 na Câmara de Vereadores de Tijucas. Na época, três vereadores da cidade foram presos e outras quatro pessoas do Paraná foram detidas. Todos eram suspeitos de usar e autorizar diárias para cursos que não eram frequentados pelos políticos.

As irregularidades ocorreram entre 2007 e 2015. De acordo com a Câmara de Vereadores, a presidente Marcia Regina Oliveira Freitag se colocou à disposição da DIC para “colaborar de forma integral com a investigação”.

Segundo a Polícia Civil, os cursos constam como realizados nas cidades de Curitiba, Brasília e Florianópolis. “Em alguns casos, o curso até existia, mas não era ministrado aos suspeitos. Em outros, nem existia”. Ainda segundo as investigações, três empresas com sede em Curitiba eram coniventes com a situação.

Operação Iceberg

Em 2015, foram detidos em Tijucas o presidente da Câmara de Vereadores, Eder Muraro (DEM), Sérgio Murilo Cordeiro (PMDB) e Luiz Rogério da Silva (PMDB). Eles foram levados para a Deic, na capital catarinense, acompanhados por advogados, onde prestaram depoimento. Os advogados dos parlamentares presos negavam as acusações.

Os três vereadores são suspeitos de desvio de dinheiro público. Eles ocuparam a presidência da Câmara Municipal nos últimos três anos. De acordo com as investigações, recebiam e autorizavam o pagamento de diárias e outros custos para a realização de cursos no Paraná, voltados para a administração pública e não frequentavam as aulas. Segundo a Polícia Civil, os prejuízos passam de R$ 500 mil.