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Publicado há 1 mês atrás | Atualizado em 10/08/17 às 06:08

“Sobram recursos para ponte e faltam para a saúde”, questiona Eskudlark.

Em um forte discurso no plenário da Assembleia Legislativa o deputado Mauricio Eskudlark (PR) voltou a questionar o Governo do Estado pelos altos investimentos que vem sendo realizados na Ponte Hercílio Luz, enquanto existem denúncias de diversos problemas na saúde de Santa Catarina, setor que para o parlamentar devia ser prioridade de investimentos.

Eskudlark citou a coluna do jornalista Rafael Martini do Diário Catarinense em que cita as visitas do governador e lideranças do Estado à Ponte Hercílio Luz, relatando os investimentos e o ritmo acelerado da obra, e, em contraponto também a falta de antibióticos na rede Pública e o não pagamento de empresas terceirizadas que realizam serviços essenciais e ameaçam parar as atividades.

“É um contrassenso, ao invés da prioridade estar na saúde, nos hospitais, está sendo investido na ponte Hercílio Luz, é uma inversão de valores, o povo catarinense não entende o porquê de investir nesta ponte, que não vai ajudar na mobilidade urbana, que mesmo recuperada não vai ter o trânsito de veículos, e que são gastos milhões, enquanto estamos tenho dívidas na saúde, falta de medicamentos, falta de recursos para cirurgias”, desabafou o parlamentar.

O deputado explica que a matéria veiculada relata a falta frequente de antibióticos no almoxarifado da Secretaria de Saúde. “No Celso Ramos, de Florianópolis, devido à falta rotineira destes medicamentos a farmácia do hospital precisa emitir relatórios semanais, especificando o consumo médio mensal, informando sobre os mais utilizados e o nível de estoque. No Hospital Regional de São José, por exemplo, nesta segunda não havia Piperacilina, um dos antibióticos mais utilizados, esses são dois dos vários exemplos que vemos no Estado todo” destacou.

Falta de pagamento

O deputado ainda repercutiu a informação de que a Orcali, prestadora de serviços terceirizados de limpeza, copa e cozinha em 13 hospitais da rede pública estadual, que emprega cerca de mil funcionários, tenta um acordo para o pagamento de uma dívida superior a R$ 20 milhões do Estado com a empresa, e que caso isso não ocorra os serviços podem ser suspensos.

“Nossa cobrança é o desejo do povo catarinense, acredito que se nossos governantes querem fazer um tour, que ele seja feito no Celso Ramos, no Hospital de São José, no de Chapecó e Joinville, e, tantos outros, e ver onde realmente estamos enfrentando problemas, e não naquela ponte onde já foram enterrados milhões em recursos nos últimos 20, 30 anos e até agora não serviu pra nada, e quando pronta, se um dia ficar, também não vai servir”, cobrou Eskudlark.